Ellen Nascimento

Blog Jornalístico

Estatuto prevê punições a pais que não vacinam filhos

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei 8.069/90 que completou 28 anos, prevê diversas normas com objetivo de proteger o direito à vida e à saúde de crianças e adolescentes. Entre elas, há a previsão de punições aos pais que não vacinarem os filhos. A legislação afirma que “é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”, bem como as vacinações da primeira infância.

De acordo com o advogado Herbert Alencar Cunha, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança Adolescente e Juventude da OAB/DF, a recusa em vacinar os filhos é um ato de negligência e pode ser considerado um crime grave. “Desde que haja um processo e que tudo seja investigado e apurado, pode até haver uma sentença tirando o poder familiar e aplicando as demais sanções previstas na legislação”, explicou.

O texto do ECA ressalta que a garantia do cuidado com a saúde dos filhos é um dever pertencente ao poder familiar, e assim, o descumprimento pode levar desde a aplicação de medidas leves até à destituição do poder familiar, dependendo das circunstâncias do ato. As punições estão previstas no Art.129 do Estatuto.

MULTA

De acordo com o advogado, há negligência dos pais quando uma criança deixa de tomar uma vacina que possa levá-la a uma doença grave ou até mesmo à morte. “Essa hipótese configura também abandono de incapaz. A criança não tem condição de ir sozinha ao posto tomar as vacinas”, explicou.

Herbert Cunha explicou ainda que a legislação, conforme o Art. 249, também prevê multa de três a 20 salários, aplicando-se o dobro em caso de reincidência, para pais que descumprirem, “dolosa ou culposamente, os deveres inerentes ao pátrio poder familiar” – o que, de acordo com o advogado, inclui a obrigação de vacinar os filhos. “Essa responsabilidade não é só do Estado, é uma obrigação também dos pais.

Weverton Rocha lança pré-candidatura ao Senado na próxima segunda (16)

O deputado federal, Weverton Rocha (PDT), lançará na próxima segunda-feira, 16 de julho, às 17h, em São Luís, a pré-candidatura ao Senado Federal. O ato terá a presença  do presidenciável Ciro Gomes, do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, e do governador do Maranhão e pré-candidato à reeleição Flávio Dino (PCdoB), entre outros nomes da política maranhense, lideranças e militantes de todo o estado.

Em 2017 o deputado realizou ao longo do ano, oito encontros regionais – o último em Timon – e tem percorrido diversos municípios em todo o estado. Agora, próximo ao período no qual os partidos estão autorizados a promover convenções para a definição dos candidatos para as eleições deste ano, o PDT faz o lançamento oficial da sua pré-candidatura.

No evento também será lançado um aplicativo de celular, batizado de Rede W, que promoverá a interação entre o deputado e a militância do partido. “Acredito que o mandato do parlamentar é fruto de um trabalho coletivo e as novas tecnologias podem ajudar muito, mantendo as pessoas informadas sobre as ações de mandato, que afinal é de todos”, explicou Weverton.
O evento será realizado no auditório Darcy Ribeiro, no Centro de Convenções do SEBRAE.

Ministério Público investiga morte de idoso em hospital

A 5ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde de Imperatriz instaurou, nessa terça-feira, 10, Inquérito Civil para apurar a possível ocorrência de omissão de socorro no Hospital Estadual Macrorregional de Imperatriz, no dia 7 de julho. O idoso Augustinho José Ferreira, 64 anos, teria falecido após agonizar por mais de 30 minutos dentro de um táxi sem receber qualquer atendimento, apesar dos apelos da família.

A omissão foi registrada em vídeo pelo enteado da vítima, sob a alegação de que o hospital não realiza atendimento de urgência e emergência. O caso ganhou grande repercussão na imprensa após a divulgação da filmagem. Segundo a família, uma equipe médica só resolveu atender o idoso quando ele já estava morto.

O promotor de justiça Newton de Barros Bello Neto informou que, após a conclusão das investigações, se constatada, a omissão de socorro pode vir a configurar a prática de atos de improbidade administrativa por parte dos gestores públicos e servidores da unidade de saúde.

O MPMA requisitou ao diretor do Hospital Estadual Macrorregional de Imperatriz, no prazo de cinco dias, o prontuário completo do paciente.

Também foi requisitado do secretário de Estado da Saúde, ao diretor da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH) e ao diretor do Instituto Gerir informações detalhadas sobre o caso, no prazo de dez dias, incluindo a remessa ao Ministério Público de todos os documentos para elucidação da morte.

CRIMINAL

Bello Neto informou, ainda, que após o recebimento dos documentos requisitados e a tomada do depoimento da família da vítima, as informações serão repassadas a uma Promotoria de Justiça com atribuição criminal para prosseguimento das investigações nessa esfera.

Com informações do MPMA

Eleitor fora do domicílio eleitoral tem até 8 de agosto para pedir 2ª via do título

Para o eleitor que está fora do domicilio de votação e precisa retirar a segunda via do título, o documento pode ser solicitado em qualquer cartório até o dia 8 de agosto.

Para aqueles que estão no local onde votam, o pedido pode ser feito até 10 dias antes do pleito deste ano.

Para fazer a solicitação, o requerente deve apresentar um documento oficial com foto em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade. O eleitor também tem que estar quite com a Justiça Eleitoral para fazer a segunda via do documento.

O interessado ainda não pode ter condenação criminal e por improbabilidade administrativa que não tenha sido integralmente cumprida, além de ter pendência no cadastro eleitoral.

Júnior Bolinha é preso novamente em São Luís

A Polícia Civil prendeu na manhã desta quarta-feira (11), José Raimundo Sales Chaves Júnior, mais conhecido como Júnior Bolinha, um dos presos acusados de envolvimento na morte do jornalista Décio Sá em abril de 2012.

Júnior Bolinha, que está em liberdade desde dezembro de 2017, é apontado, desta vez, por crimes de extorsão e agiotagem. Segundo investigações, Júnior Bolinha emprestou cerca de R$ 100 mil a um empresário do município de Olho d’Água das Cunhãs. Ele chegou a receber uma parte do dinheiro de volta, mas estaria ameaçando o empresário para que devolvesse o restante.

A prisão foi realizada na residência dele, no bairro Araçagi.