Ellen Nascimento

Blog Jornalístico

Jovem toma choque e morre ao carregar celular no computador

Um jovem de 16 anos morreu após levar descarga elétrica. O choque ocorreu enquanto ele usava um telefone que estava carregando no laboratório da escola, em Tianguá, município da região da Ibiapaba, a 310 km de Fortaleza.

O jovem assistia aula no laboratório de informática no colégio Santa Maria. Segundo um familiar, Iago Aguiar Mendes tirou o telefone da tomada e pôs para carregar no USB do computador.

Pouco depois, o rapaz pegou o aparelho para atender um telefonema e recebeu uma forte descarga elétrica.

Ainda com vida, o adolescente foi socorrido e encaminhado para o Hospital Madalena Nunes, na própria cidade. No entanto, ele não resistiu.

Camarote da maior festa junina do RN desaba em show de Xand Avião

Parte de um dos camarotes do Mossoró Cidade Junina, a maior festa de São João do Rio Grande do Norte, desabou na madrugada desta sexta-feira (8), na primeira noite de festa. No momento do acidente, Xand Avião se apresentava na Estação das Artes. Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 30 pessoas ficaram feridas, todas sem gravidade.

Após o desabamento, várias pessoas ficaram presas nas grades e foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e pela Polícia Militar. Como apurou o G1, algumas pessoas foram imobilizadas e encaminhadas para hospitais da cidade.

Assim que soube do desabamento, Xand, que foi a principal atração da noite, parou o show e aguardou a situação ser controlada para retornar.

De acordo com os bombeiros, o camarote havia sido vistoriado e liberado para receber até 980 pessoas. A principal suspeita é que tenha ocorrido sobrecarga na estrutura. As investigações começam na manhã desta sexta-feira (8).

Temer escapa da quebra de sigilo telefônico, mas continua na mira de investigações da PF

Acuado pelo andamento de duas investigações da Polícia Federal envolvendo seu nome, o presidente Michel Temer vive o seu pior momento à frente do governo. Sem força política e sem credibilidade para enfrentar a turbulência econômica, ele antecipa o fim do seu mandato, “como alguém que pilota um carro desgovernado”, segundo ilustra um assessor.

Ontem, ele suspirou aliviado diante da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, de rejeitar o pedido de quebra do seu sigilo telefônico. A apreensão permanece, no entanto, porque Fachin autorizou a quebra de sigilo de seus dois mais fiéis asseclas, os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e de Minas e Energia, Moreira Franco. O presidente passou a tarde de ontem em São Paulo, discutindo o assunto com o seu advogado, Antônio Mariz, segundo uma fonte. À noite, jantou com o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto. Manteve para hoje a agenda oficial de lançamento da construção de um reator nuclear na cidade de Iperó, interior paulista.

A Polícia Federal pediu a quebra de sigilo para rastrear uma suposta conversa entre Temer e os dois ministros no âmbito do inquérito da Lava Jato que apura o pagamento de propina pela Odebrecht ao MDB, partido dos três políticos, em 2014, cujo relator é Edson Fachin. A PF baseia o pedido no depoimento do delator Cláudio Melo Filho, ex-executivo da empreiteira, ao Ministério Público Federal (MPF), segundo quem o presidente teria pedido, em 2014, R$ 10 milhões a Marcelo Odebrecht, então presidente da construtora. Segundo o delator, o pedido foi assunto de conversas telefônicas entre Temer, Padilha e Moreira Franco. Com acesso às conversas, a PF quer chegar a esse diálogo.

Diante das denúncias envolvendo os dois ministros, o presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, Luiz Navarro de Britto Filho, pediu a Fachin, na semana passada, o acesso à íntegra do inquérito. No despacho, Navarro de Britto Filho argumenta que o acesso ao inquérito servirá para “instruir processo de apuração ética” contra Moreira Franco e Eliseu Padilha na comissão, que não tem autonomia para julgar casos envolvendo o presidente da República.

Em abril do ano passado, a Comissão de Ética Pública abriu investigação contra os ministros, com base em denúncias feitas por parlamentares do Partido dos Trabalhadores de que haveria indícios de que os ministros estariam incorrendo em conduta incompatível com a ética e a probidade administrativa.

Não foi apenas em relação à Odebrecht que a PF indica pedidos de propina para o MDB em 2014. O empresário José Antunes Sobrinho, dono da Engevix, afirmou, em depoimento, que foi pressionado por Moreira Franco, à época ministro da Secretaria de Aviação Civil, para que financiasse o partido. Na época, a Engevix detinha participações no consórcio que administrava os aeroportos de Brasília e Natal.

Como mediador das negociações surge também o coronel aposentado da Polícia Militar e amigo íntimo de Temer, João Baptista Lima. O dono da Engevix disse que repassou a Lima pelo menos R$ 1 milhão para financiar campanhas de Temer, também em 2014.

Lima foi preso em março, na operação Skala, no âmbito de outro inquérito da Lava Jato sob a relatoria do ministro Luís Roberto Barroso, que investiga se o presidente Temer beneficiou a empresa Rodrimar, que administra o Porto de Santos, ao assinar o Decreto dos Portos. Segundo a denúncia, houve pagamento de propina em troca da publicação do decreto.

O desespero de Temer com este segundo inquérito é tamanho que na última quarta-feira o Planalto divulgou uma nota raivosa, nada coerente com a sobriedade exigida da comunicação institucional, qualificando o inquérito como “obra de ficção”.

A ira constante da nota foi provocada pela informação divulgada pela TV Globo de que o delegado Cleyber Malta Lopes, responsável pela investigação, incluiu no inquérito planilhas dando conta de que o coronel Lima recebia e repassava para Temer mensalidades fruto de propina da Rodrimar ainda na década de 90. “Nada mais precisa ser dito sobre esse escândalo digno do Projac, a maior fábrica de ficções do país”, diz a nota, em uma referência à Rede Globo.

Homem mata ex-namorada um dia após ser solto em audiência de custódia

A jovem Tauane Morais dos Santos, de 23 anos, foi morta a facadas pelo ex-companheiro, Vinícius Rodrigues de Sousa, de 24, na última quarta-feira (6) em Samambaia, Região Administrativa do Distrito Federal (DF). O crime ocorreu pouco após o autor ser solto em audiência de custódia, dias depois de sua prisão por agressões e ameaças contra a vítima.

Tauane, que era mãe de dois filhos de Vinícius, um menino de dois anos e uma menina de quatro, após terminar o relacionamento entre o casal no último fim de semana, foi até a 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia, denunciar as agressões e comportamento do rapaz. Vinícius, segundo o portal Metrópoles, teria chamado a ex-companheira de “vagabunda” e ameaçado-a com um punhal, chegando também a enforcá-la. Alguns móveis da residência onde o casal vivia foram destruídos pelo homem.

A Justiça concedeu à Tauane e às crianças medidas protetivas contra Vinícius. No entanto, na última segunda (4), ele foi solto pelo juiz Aragonê Nunes Fernandes, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Samambaia, que entendeu que as medidas seriam suficientes para a segurança da jovem e dos filhos.

Dois dias depois de ser solto, Vinícius matou Tauane após invadir o apartamento onde os dois moravam e esfaqueá-la. Em seguida, o homem tentou suicídio com golpes de faca no tórax. Socorrido com vida, ele foi encaminhado ao hospital e seu estado de saúde é considerado grave.

Delegado de Mirinzal é afastado por desleixo no trabalho

Em medida liminar a Justiça determinou o afastamento do delegado Jorge Antônio Silva Santos de suas funções na Delegacia de Polícia de Mirinzal até o julgamento definitivo da Ação que existe contra ele. O delegado também está proibido de frequentar a delegacia.

O pedido foi formulado pelo Ministério Público em Ação Civil Pública (ACP) por ato de improbidade administrativa. O MP-MA afirma que o delegado de polícia age com desleixo no desempenho do cargo e não toma as providências devidas em inquéritos policiais e autos de prisão em flagrante. A falta de providências aconteceria até em casos de violência doméstica, homicídio, tortura e estupro de vulnerável.

Na Ação, o Ministério Público elencou 16 investigações que teriam ficado paradas por anos sem qualquer conclusão, como um caso de lesão corporal seguida de morte ocorrido em 2009 em que não foram realizadas as diligências requisitadas. Outro caso do mesmo ano a respeito de um crime de tortura não teve o inquérito policial sequer instaurado, segundo o MP.

O delegado Jorge Santos também não estaria respondendo às requisições do Ministério Público encaminhadas à Delegacia de Polícia. O MP diz que um ofício a respeito de um caso de violência doméstica foi reiterado quatro vezes, mas não teve nenhuma resposta da autoridade policial.

O Ministério Público disse que ele justifica a sua inércia pela falta de estrutura material, como computador, internet, viatura e impressora.

Em relação a justificativa atribuída ao delegado o Ministério Público diz que, ao contrário do que ele diz, um ofício encaminhado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública informa que materiais como computadores e impressoras foram encaminhados à Delegacia de Mirinzal.

“O Ministério Público não fecha os olhos sobre a pouca estrutura da Polícia Civil, sobretudo na Comarca de Mirinzal. Destaca-se que, mesmo com sua estrutura mínima, o requerido não faz o básico. Nada justifica um auto de prisão em flagrante ficar parado por três, quatro, oito anos”, afirmou o promotor de Justiça Frederico Bianchini.

Para Bianchini, o delegado “baseia-se nessa falta de estrutura para não trabalhar e, consequentemente, contribuir para o aumento da violência e o sentimento de descrédito na justiça e da sensação de impunidade na comarca”.

Além do afastamento imediato do cargo, o Ministério Público do Maranhão requereu a condenação de Jorge Antônio Silva Santos por improbidade administrativa. Entre as penalidades previstas estão a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por três a cinco anos e pagamento de multa de até 100 vezes a remuneração recebida no cargo de delegado.

Do G1