Ellen Nascimento

Blog Jornalístico

Delegado de Mirinzal é afastado por desleixo no trabalho

Em medida liminar a Justiça determinou o afastamento do delegado Jorge Antônio Silva Santos de suas funções na Delegacia de Polícia de Mirinzal até o julgamento definitivo da Ação que existe contra ele. O delegado também está proibido de frequentar a delegacia.

O pedido foi formulado pelo Ministério Público em Ação Civil Pública (ACP) por ato de improbidade administrativa. O MP-MA afirma que o delegado de polícia age com desleixo no desempenho do cargo e não toma as providências devidas em inquéritos policiais e autos de prisão em flagrante. A falta de providências aconteceria até em casos de violência doméstica, homicídio, tortura e estupro de vulnerável.

Na Ação, o Ministério Público elencou 16 investigações que teriam ficado paradas por anos sem qualquer conclusão, como um caso de lesão corporal seguida de morte ocorrido em 2009 em que não foram realizadas as diligências requisitadas. Outro caso do mesmo ano a respeito de um crime de tortura não teve o inquérito policial sequer instaurado, segundo o MP.

O delegado Jorge Santos também não estaria respondendo às requisições do Ministério Público encaminhadas à Delegacia de Polícia. O MP diz que um ofício a respeito de um caso de violência doméstica foi reiterado quatro vezes, mas não teve nenhuma resposta da autoridade policial.

O Ministério Público disse que ele justifica a sua inércia pela falta de estrutura material, como computador, internet, viatura e impressora.

Em relação a justificativa atribuída ao delegado o Ministério Público diz que, ao contrário do que ele diz, um ofício encaminhado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública informa que materiais como computadores e impressoras foram encaminhados à Delegacia de Mirinzal.

“O Ministério Público não fecha os olhos sobre a pouca estrutura da Polícia Civil, sobretudo na Comarca de Mirinzal. Destaca-se que, mesmo com sua estrutura mínima, o requerido não faz o básico. Nada justifica um auto de prisão em flagrante ficar parado por três, quatro, oito anos”, afirmou o promotor de Justiça Frederico Bianchini.

Para Bianchini, o delegado “baseia-se nessa falta de estrutura para não trabalhar e, consequentemente, contribuir para o aumento da violência e o sentimento de descrédito na justiça e da sensação de impunidade na comarca”.

Além do afastamento imediato do cargo, o Ministério Público do Maranhão requereu a condenação de Jorge Antônio Silva Santos por improbidade administrativa. Entre as penalidades previstas estão a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por três a cinco anos e pagamento de multa de até 100 vezes a remuneração recebida no cargo de delegado.

Do G1

Júnior Verde retoma diálogo em busca da correção salarial para policiais civis

O deputado estadual Júnior Verde (PRB) reabriu o diálogo com o governo do Maranhão para resolver as distorções salariais do subgrupo APC da Polícia Civil, demanda que, segundo ele, ajudará a categoria a ter rendimentos mais justos. A reunião aconteceu com a presença do ex-presidente do SINPOL, Heleudo Costa, e do secretário chefe da Casa Civil, Rodrigo Lago.

A pauta de solicitações incluiu, além da correção das distorções salariais do subgrupo APC, a ampliação da contratação de policiais civis aposentados; correção do auxílio alimentação dos operadores de rádio e motoristas policiais; equiparação salarial dos operadores de rádio e motoristas policiais como os auxiliares de perícia médica legal; e a reabertura do PGCE para adesão dos policiais civis que não aderiram.

Júnior Verde tem atuado fortemente desde o início do mandato, buscando diálogo com o Governo do Estado para fortalecer a categoria e em defesa da segurança pública. “A questão do concurso, a necessidade dessa recomposição salarial para diminuir essa disparidade que há entre as categorias da Polícia Civil, o fortalecimento do sistema investigativo, a reestruturação das delegacias, entre outras melhorias, são reivindicações legítimas que temos buscado alcançar junto ao Governo do Estado. Acredito que estamos avançando e que o governo será sensível a essas questões”, disse Júnior Verde.

Sargento da Polícia Militar mata ex-namorada e depois tira a própria vida, no bairro

Um sargento da policial militar identificado como Marcos Vinícius Gomes Costa, de 43 anos, matou sua namorada Marcele Cardoso da Silva, de 26 anos, e logo em seguida tirou a própria vida.  Os corpos foram encontrados na manhã desta quinta-feira (7), em um quarto na casa da mãe do sargento, no bairro Cohab, em São Luís.

Marcele da Silva tinha um filho de três anos de outro relacionamento e era servidora do Detran. O policial também tinha um filho de quatro anos de outro relacionamento e era lotado no Comando Geral da Polícia Militar.

Segundo informações de parentes de Marcos Vinícius, ele teria ligado na noite de quarta pra ex-mulher (com quem tem um filho) dizendo que ia se matar.

Pelas informações da família de Marcele, o sargento estava tentando a reconciliação com ela, insistindo em contatos telefônicos. Horas antes de ser morta, a família disse que ela entrou em contato falando que iria na residência do ex-namorado a pedidos dele. Preocupados com a falta de contato desde então, os pais da vítima foram até a casa onde o sargento estava morando e encontrando o imóvel fechado, ligaram para uma irmã de Marcos Vinícius para que eles pudessem entrar na casa e foi quando viram os corpos em um dos quartos.

A investigação segue ao comando da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SHPP).

Prefeitura de São Luís convoca beneficiários do Residencial Piancó V para sorteio de endereços

A Prefeitura de São Luís convoca os contemplados com os apartamentos do Residencial Piancó V a comparecerem ao sorteio de endereço dos imóveis que será realizado na Central de Atendimento do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, localizada na Avenida Marechal Castelo Branco, nº 59, São Francisco. O sorteio acontecerá na segunda-feira (11), a partir das 14h. Na ocasião, o beneficiário do programa terá informação do endereço do imóvel e da data para fazer a vistoria. Somente após esses procedimentos, poderão assinar o contrato dos seus imóveis.

Estão incluídas no sorteio famílias em vulnerabilidade que integram a lista ativa do aluguel social e cadastrados nos programas habitacionais da Prefeitura de São Luís. Os imóveis, em condomínio fechado, possuem seis compartimentos – sala, dois quartos, banheiro, cozinha e área de serviço – sendo beneficiado ainda com área de lazer, guarita e quadra esportiva. O projeto Piancó tem em sua infraestrutura ruas pavimentadas, abastecimento de água, drenagem pluvial e energia elétrica. Durante o sorteio, é necessário apresentar os documentos de identificação RG e CPF.

HABITAÇÕES

Em parceria com o Governo Federal, o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ é executado pela Prefeitura de São Luís, a quem cabe a realização de todas as etapas procedimentais, desde a captação dos recursos, a realização dos projetos, a prospecção e aquisição das áreas para construção dos empreendimentos e o cadastramento e seleção das famílias beneficiadas pelo programa.

As unidades habitacionais do ‘Minha Casa, Minha Vida’, em São Luís, estão distribuídas em cerca de 10 conjuntos residenciais localizados em áreas como Maracanã, Santa Bárbara, Piancó, Ribeira, Vila Maranhão, Tajaçoaba, entre outras regiões da capital.

Lula pede a STJ e STF que garantam direito de recurso em liberdade

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou com novo pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que possa recorrer em liberdade contra sua condenação na segunda instância por corru

O mesmo pedido foi também protocolado no Superior Tribunal de Justiça (STJ), de acordo com a defesa de Lula.

Lula é pré-candidato à Presidência da República pelo PT, sendo líder em pesquisas de intenção de voto. “Assim, além de ver sua liberdade tolhida indevidamente, corre sério risco de ter, da mesma forma, seus direitos políticos cerceados, o que, em vista do processo eleitoral em curso, mostra-se gravíssimo e irreversível”, escreveram os advogados.

As peças são assinadas pela equipe de oito advogados do ex-presidente, entre eles o ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence e Cristiano Zanin Martins, responsável pela maioria das sustentações orais em julgamentos de Lula.

A defesa quer que as apelações contra a condenação, destinadas ao Supremo e ao STJ, tenham efeito suspensivo sobre a execução de pena, o que resultaria na libertação de Lula. Tal efeito suspensivo foi negado, no início do mês passado, pela vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), ministra Maria de Fátima Freitas Laberrère.

A magistrada é a responsável por analisar a admissibilidade dos recursos extraordinário e especial, destinados respectivamente ao STF e STJ, contra a condenação. Antes de serem encaminhados às instâncias superiores, tais recursos precisam passar pelo crivo do segundo grau.

Lula está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde cumpre sua pena de 12 anos e um mês imposta pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal da capital paranaense.

O ex-presidente foi preso após ter sua condenação confirmada pela segunda instância, de acordo com entendimento atual do Supremo Tribunal Federal (STF), que permite o cumprimento de pena mesmo que ainda reste a possibilidade de recurso a instâncias superiores.

Argumentos

Para dar corpo ao novo pedido, a defesa de Lula volta a citar diversas supostas irregularidades no processo que levou à condenação do ex-presidente, entre eles o argumento de que Moro não poderia ter sido o juiz responsável pelo caso, pois o próprio magistrado teria admitido na sentença que os fatos investigados não teriam conexão com contratos na Petrobras.

A defesa volta a alegar falta de imparcialidade do juiz e dos procuradores, citando episódios como a condução coercitiva de Lula e a divulgação do áudio de uma conversa entre ele e a ex-presidente Dilma Rousseff como provas dessa parcialidade. “O requerente [Lula] foi tratado como culpado desde a fase pré-processual; jamais lhe foi assegurada a presunção constitucional de inocência”, diz o texto.

Diante os argumentos, os advogados defendem que Lula seja solto devido à “visível probabilidade de êxito” dos recursos extraordinário e especial nas instâncias superiores, o que anularia a condenação.

“Os dias em que requerente é mantido indevidamente detido jamais lhe serão devolvidos”, escreveram os advogados. “De tão grave a situação, sequer existe mais o ‘iminente perigo’ de dano, eis que o dano já está consolidado, e seus perversos efeitos aumentam a cada dia em que o requerente se mantém injustamente no cárcere”, acrescenta o texto.

pção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex no Guarujá.