
Fabiano Silveira prepara carta de demissão do Ministério da Transparência



Depois de não transmitir a votação do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, o departamento jornalístico do SBT se mobilizou para conseguir uma entrevista exclusiva com o presidente em exercício, Michel Temer.
De acordo com o jornalista Flávio Ricco, a princípio estava tudo certo. O canal de Silvio Santos preparou sua equipe e até gastou R$ 175 mil alugando aparelhos de iluminação para a entrevista.
Porém, de última hora, o presidente cancelou a entrevista deixando a emissora no prejuízo.

Em conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o ex-presidente da República e ex-senador José Sarney (PMDB-AP) afirmou que a delação premiada que o empreiteiro Marcelo Odebrecht estaria negociando é uma “metralhadora”. Na gravação, o ex-presidente ainda prometeu ajudar o ex-executivo, que é alvo da Operação Lava Jato, a evitar que seu caso fosse transferido para a vara do juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, “sem advogado no meio”.
O conteúdo das conversas, divulgado ontem pelo jornal Folha de S.Paulo, consta de gravação feita por Machado entregue à Procuradoria-Geral da República com o objetivo de fechar um acordo de delação premiada. A colaboração do ex-presidente da Transpetro foi homologada anteontem pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.
No diálogo, Machado e Sarney comentam as delações premiadas da Lava Jato. O ex-presidente da Transpetro afirma que as colaborações vêm “às pencas”. Sarney responde: “Odebrecht vem com uma metralhadora de (calibre) ponto 100”, numa analogia ao potencial destrutivo das revelações do empreiteiro Marcelo Odebrecht.
Sarney também relacionou uma doação de campanha da Odebrecht à presidente afastada Dilma Rousseff. “Nesse caso, ao que eu sei, o único em que ela (Dilma) está envolvida diretamente é que falou com o pessoal da Odebrecht para dar para campanha do… E responsabilizar aquele (trecho inaudível).”
O ex-presidente ainda atribuiu o caso de corrupção na Petrobrás ao “governo”. “Esse negócio da Petrobrás só os empresários que vão pagar, os políticos? E o governo que fez isso tudo, hein?”, disse. “Acabou o Lula, presidente”, afirmou Machado. “O Lula acabou, o Lula, coitado, deve estar numa depressão”, respondeu o ex-presidente.
Em outro trecho, Sarney disse que ajudaria Machado para que o caso envolvendo o ex-presidente da Transpetro não fosse para as mãos do juiz Sérgio Moro, que conduz a Lava Jato na 1.ª instância da Justiça. Mas o ex-presidente fez uma ressalva: “Sem meter advogado”, repetiu Sarney três vezes a Machado. “De jeito nenhum. Advogado é perigoso”, respondeu o ex-executivo da Transpetro.
Sarney ainda comenta que o presidente em exercício Michel Temer fez um acordo com o Congresso para poder assumir a Presidência. “Nem Michel eles queriam”, disse o ex-presidente. “Depois de uma conversa do Renan (Calheiros, presidente do Congresso) muito longa com eles, eles admitiram, diante de certas condições.”
Ontem, a Folha revelou também que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu, em conversa gravada por Machado, uma mudança na lei de delação premiada. “Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação e estabelece isso”, disse Renan a Machado. “Acaba com esse negócio da segunda instância, que está apavorando todo mundo”, responde o ex-presidente da Transpetro, se referindo à decisão do Supremo de autorizar a prisão de réus já em 2.ª instância, antes de esgotados todos os recursos.
No diálogo, Renan afirma também que foi procurado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), que estava com “medo” da delação do senador cassado Delcídio Amaral (sem partido-MS). “Aécio está com medo. [ME PROCUROU]’Renan, queria que você visse para mim esse negócio do Delcídio, se tem mais alguma coisa'”, disse o presidente do Senado. “Renan, eu fui do PSDB dez anos, Renan. Não sobra ninguém, Renan”, afirmou Machado.
Além de Sarney e Renan, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) apareceu em conversas gravadas com Machado. Após a divulgação do diálogo em que Jucá sugere um “pacto” para deter as investigações da Lava Jato, o peemedebista anunciou sua saída do Ministério do Planejamento, pasta da qual era titular no governo Temer.
‘Solidariedade’. O Estado não localizou o ex-presidente José Sarney para comentar os áudios. À Folha, Sarney informou que conhece Machado há muitos anos. “As conversas que tive com ele nos últimos tempos foram sempre marcadas, de minha parte, pelo sentimento de solidariedade, característica de minha personalidade. Nesse sentido, expressei minha solidariedade na esperança de superar as acusações que enfrentava”, declarou o ex-senador.
O ex-ministro José Eduardo Cardozo, que atua na defesa de Dilma, disse à Folha que a petista “nunca pediu contribuições ilegais de campanha”.
Nota divulgada pela presidência do Senado afirmou que as “opiniões” de Renan – “como a possibilidade de alterar a lei de delações” – já “foram fartamente veiculadas”. Em relação a Aécio, Renan se desculpou por ter se expressado “inadequadamente”. “Ele se referia a um contato do senador mineiro que expressava indignação – e não medo – com a citação do ex-senador Delcídio do Amaral.”
O PSDB divulgou nota afirmando que Machado acusa Aécio sem provas e, por isso, “será acionado na Justiça”. “Fica cada vez mais clara a tentativa deliberada e criminosa de envolver em suspeições o PSDB e o nome do senador Aécio Neves, sem apontar um único fato que as justifique”, diz o texto.
Com informações do Estadão Conteúdo

O cantor e compositor maranhense José de Ribamar, o Papete, morreu na madrugada desta quinta (26/5), aos 68 anos, em São Paulo. Ele estava internado para tratar um câncer de próstata descoberto no início do ano.
Papete se tornou uma das figuras mais importantes do Maranhão ao levar a memória cultural do estado a diferentes partes do mundo. Percussionista, o músico com mais de 40 anos de carreira teve 23 discos lançados e fez parte da banda de outros grandes nomes da música brasileira, como Toquinho, com quem tocou em 482 shows, em turnê por 18 países.
A morte do artista foi comunicada através do perfil oficial de Papet no Facebook. A notícia foi recebida com pesar pelos fãs, que prestaram homenagens nos comentários do anúncio na rede social. No texto, a família informou que o corpo do cantor será velado amanhã, a partir das 6h da manhã na Casa do Maranhão, em São Luís. O corpo do artista será cremado no fim da tarde.
Nota de Esclarecimento
O Instituto Ruy Palhano vem a público manifestar pesar e consternação acerca do ocorrido na tarde do dia 25/05/16, no edifício em que mantém uma clínica multiprofissional, no bairro Renascença, tendo em vista a completa distorção dos fatos veiculados na internet.
Temos a informar que o paciente não estava em atendimento médico, pois apenas havia se credenciado junto à nossa recepção e saído das dependências da clínica, com a familiar que o acompanhava. O fato divulgado sequer foi presenciado por quaisquer de nossos profissionais.
Sendo assim, não conhecemos detalhes das circunstâncias divulgadas, pois o paciente e sua familiar haviam se dirigido a uma lanchonete no térreo e todo o ocorrido se deu fora de nossas dependências, em áreas comuns de circulação do edifício.
Por fim, entendemos que a exploração midiática de fatos como esses trazem mais dor aos envolvidos e de maneira alguma poderíamos expor qualquer condição psiquiátrica que eventualmente esteja relacionada à essa tragédia, em respeito aos familiares e ao sigilo médico profissional.