Ellen Nascimento

Blog Jornalístico

Corpos para velório na Arena Condá chegarão com atraso em Chapecó

A cidade de Chapecó deverá viver um dia histórico e comovente neste sábado, devido a realização do velório coletivo de 51 corpos, todos vítimas do trágico acidente com o avião da Chapecoense em Medellín, na última terça-feira. A chegada dos corpos até a cidade de Santa Catarina, no entanto, deve acontecer com atraso em relação ao horário previsto inicialmente.

Devido ao mau tempo, os aviões que faziam a condução dos corpos desde a Colômbia acabaram fazendo uma escala em Manaus, o que causou o adiamento da chegada. A previsão é que apenas às 10h deste sábado (horário de Brasília) a aeronave esteja no aeroporto de Chapecó. As mesmas condições ocorreram com aviões que levam os jornalistas da Fox Sports e da Globo para serem velados no Rio de Janeiro.

Na Arena Condá, os portões estão abertos desde às 7h deste sábado, e a torcida já ocupa as arquibancadas para assistir de perto o velório.

A cerimônia deverá contar com a presença de Michel Temer, presidente da república. Gianni Infantino, atual presidente da Fifa, também confirmou que estará em Chapecó para presenciar o velório.

Prefeitura de São Luís paga servidores neste sábado (3)

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Fazenda (Semfaz), realiza neste sábado (3), o pagamento do salário do funcionalismo público municipal referente ao mês de novembro. Os servidores municipais poderão ter acesso às informações sobre seus vencimentos nos terminais de autoatendimento do Banco do Brasil, por meio do contracheque eletrônico.

A regularidade no que diz respeito ao pagamento dos servidores é uma forma da gestão possibilitar ao servidor planejar melhor suas finanças. Mesmo com a crise que afeta o país e que atinge diretamente estados e municípios, o executivo municipal tem conseguido cumprir com a tabela de pagamento, até mesmo antecipando a folha em alguns dias.

Michel Temer chega a Chapecó e decide ir à Arena Condá

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O presidente Michel Temer chegou no aeroporto Municipal de Chapecó, Serafim Enoss Bertaso, no Oeste de Santa Catarina, às 8h55min deste sábado. Acompanhado de vários seguranças pessoais, o chefe da nação falará com familiares participará de uma cerimônia com os corpos das vítimas do desastre aéreo na Colômbia.

Anteriormente, havia a informação de que, por conta da preocupação em ser vaiado, Temer não iria ao estádio Arena Condá. A notícia, que ocasionou críticas de familiares e torcedores, foi desmentida pela administração da Chapecoense ainda nesta manhã. Sem pronunciamento, o presidente deverá ir à casa do clube para participará do velório.

Com a segurança reforçada, logo na entrada do pequeno do campo de aviação, uma barreira a dois quilômetros monitora a passagem de veículos. Mais próxima do terminal, outra controla a passagem de quem chega. Poucos torcedores da Chapecoense conseguiram ter acesso ao aeroporto e esperam pela movimentação na pista.

Além do presidente, o senador Dário Berger, o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e o vice Eduardo Pinho Moreira, também compõem a mesa de autoridades presentes na cerimônia.

Com ameaça de protesto, Temer não vai a velório; parente pede dignidade

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Com uma ameaça de protesto contra o governo federal, o presidente Michel Temer não participará neste sábado (3) do velório coletivo das vítimas do desastre aéreo que matou jogadores e dirigentes da Chapecoense. O peemedebista estará presente apenas em cerimônia reservada e militar de recepção dos corpos das vítimas, marcada para a manhã de sábado no aeroporto municipal de Chapecó, no interior de Santa Catarina.

No local, o presidente, que deve estar acompanhado da primeira-dama Marcela Temer, pretende entregar às famílias das vítimas a Ordem do Mérito Esportivo, a maior comenda do esporte brasileiro. O pai do zagueiro Filipe Machado, contudo, disse que não irá ao aeroporto se encontrar com o presidente. Em entrevista à ESPN Brasil, ele afirmou que considera a atitude de Temer um desrespeito.

“A pessoa importante aqui hoje somos nós e os nossos filhos que morreram”, afirmou Osmar Machado. Ele disse ainda que o presidente deveria “ter vergonha na cara” e ir até o velório na Arena Condá. “Eu vou chegar lá, cumprimentar e vai sair no mundo inteiro: ‘O pai do Filipe cumprimentou o Michel Temer’. O que que eu quero com esse tipo de coisa? Eu não preciso do cumprimento dele no aeroporto. Se ele tem dignidade e vergonha na cara, que venha aqui cumprimentar as pessoas”, afirmou.

Marla Schardong, viúva de Fernando Schardong, jornalista da Rádio Chapecó, é mais ponderada. “Neste momento, a gente não deve misturar as coisas. Ele vem para um ato que é uma homenagem a eles [vítimas do acidente]. A mim não incomoda [Temer não ir ao velório]. Por mais que não concorde com as atitudes dele enquanto presidente, eu respeito a vinda dele dessa forma. Queiramos ou não, ele é o nosso presidente da República.”

MOBILIZAÇÃO

Segundo a Folha de S.Paulo apurou, o Palácio do Planalto identificou uma mobilização de grupos de esquerda para promover neste sábado (3) um protesto contra o governo federal em Chapecó. Por conta da ameaça, o presidente chegou a até mesmo ser recomendado por assessores e auxiliares a não viajar para a cidade, para evitar que uma manifestação pudesse prejudicar a cerimônia fúnebre.

Por enquanto, contudo, a viagem está mantida. Nas palavras de um assessor presidencial, é importante que o peemedebista demonstre solidariedade diante de uma tragédia nacional e ignore “aqueles que querem promover disputa política em momento de dor”. No dia do acidente aéreo, o presidente lamentou e disse que trata-se de um acontecimento “infausto” e “tristíssimo”. Ele lembrou que o governo federal disponibilizou aeronave para transportar familiares das vítimas para a Colômbia e que o Ministério das Relações Exteriores foi acionado para providenciar o deslocamento ao Brasil dos corpos.

“Eu quero, mais uma vez, lamentar o infausto acontecimento que gerou o falecimento de uma equipe de futebol e vários que a acompanhavam. Para nós, é um fato tristíssimo e a única coisa que podíamos fazer era tomar providências para dar apoio às famílias que se enlutaram neste momento”, disse.

Procuradores ameaçam deixar Lava Jato se pacote anticorrupção entrar em vigor

Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato ameaçaram deixar os trabalhos da operação se a proposta que prevê responsabilização de juízes e de membros do Ministério Público por crimes de abuso de autoridade entrar em vigor. A proposta, aprovada na madrugada de quarta-feira (30) pelos deputados federais, integra o Projeto de Lei (PL) 4.850/16, que trata das medidas de combate à corrupção.

“A proposta é renunciar coletivamente, se essa proposta vier a ser sancionada pelo presidente da República”, disse o procurador Carlos Lima em entrevista coletiva na tarde de quarta-feira (30), em Curitiba. Para o grupo, o projeto aprovado pelos deputados é uma espécie de “Lei da Intimidação”, no lugar de medidas anticorrupção.

“Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato vêm a público manifestar repúdio ao ataque feito pela Câmara dos Deputados contra investigações e a independência de promotores, procuradores e juízes. A Câmara sinalizou o começo do fim da Lava Jato”, diz a nota divulgada pelo grupo.

De acordo com a proposta aprovada pelos deputados federais, integrantes do Ministério Público poderão responder por crime de responsabilidade se instaurarem um procedimento “sem indícios mínimos da prática de algum delito” e manifestarem opinião em meios de comunicação sobre processos em andamento. A mesma regra valerá para magistrados. A pena é de reclusão de seis meses a dois anos e multa. Qualquer cidadão poderá representar contra magistrados.

Essa proposta foi aprovada por meio de uma emenda do deputado Weverton Rocha (PDT-MA), que foi incluída, durante a votação, no relatório do deputado Onxy Lorenzoni (DEM-RS).

O projeto de lei teve iniciativa popular e foi entregue no Congresso Nacional com mais de 2 milhões de assinaturas de apoio e previa dez medidas apresentadas pelo Ministério Público. Na avaliação dos procuradores, da forma como foi aprovado pelos deputados, depois de diversas alterações, o projeto é uma ferramenta que protege a corrupção.

“Fica claro com a aprovação dessa lei que a continuidade de qualquer investigação sobre poderosos, parlamentares, políticos, empresários, cria um risco pessoal para os procuradores. Somos funcionários públicos, temos uma carreira e não estaremos mais protegidos pela lei. Se acusarmos, poderemos ser acusados”, ressaltou Lima. Segundo os procuradores, a ferramenta aprovada é uma medida para intimidar o Ministério Público e o Poder Judiciário, “sob o maligno disfarce de ‘crimes de abuso de autoridade’”.

Segundo a nota, o Congresso Nacional se aproveitou do luto nacional, causado pela queda do avião que levava a equipe da Chapecoense, para subverter o projeto inicial, apresentado pelo Ministério Público. “As 10 medidas foram rasgadas. Manteve-se a impunidade dos corruptos e poderosos, expressa no fato de que mais de 90% dos casos de corrupção que acontecem no Brasil não são punidos”, diz o documento.

“Ao chegar ao plenário [da Câmara, o projeto], foi deformado. Rasgou-se o texto da medida anticorrupção e foi aprovado um texto a favor da corrupção”, disse Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. A matéria ainda passará pela análise do Senado.

 

Com informações da Agência Brasil