Ellen Nascimento

Blog Jornalístico

Prefeitura de São Luís paga servidores municipais nesta sexta-feira (1°)

 

A Prefeitura de São Luís paga na próxima sexta-feira (1º) os salários dos servidores municipais referentes ao mês de maio. O pagamento acontece quatro dias antes da data prevista no Calendário de Pagamento do Servidor Municipal para 2018 . A gestão municipal continua cumprindo o calendário com planejamento e organização das contas públicas. A valorização dos profissionais do serviço público é uma das prioridades da gestão do prefeito Edivaldo que, apesar da crise econômica nacional, tem somado esforços para quitar a folha de pagamento em dia conseguindo, em alguns meses, antecipar a data, como é o caso de agora.

Para ter acesso às informações sobre seus vencimentos, os servidores municipais podem se dirigir a qualquer terminal de auto-atendimento do Banco do Brasil e acessar o contracheque eletrônico. O documento pode ser emitido na opção Outros Serviços, Contracheque BB e depois informar o número da matrícula e o mês desejado do documento. As informações também podem ser acessadas pelo site da Prefeitura de São Luís (www.saoluis.ma.gov.br), no Portal do Servidor, informando a matrícula e a senha.

Gilberto Gil será testemunha de defesa de Lula

 

O cantor Gilberto Gil, ex-ministro da cultura do governo Lula, será testemunha de defesa do ex-presidente no processo sobre o sítio de Atibaia. Segundo a Coluna Satélite,  a autorização partiu do juiz Sérgio Moro.

O cantor vai substituir a ex-ministra do planejamento, Miriam Belchior. Os advogados de Lula pediram a troca no último dia 24. Moro determinou ainda que Gil seja intimado a depor em 11 de junho pela Justiça Federal do Rio de Janeiro, onde mora.

Bolsonaro pode ser barrado pelo TSE

Está na pauta da sessão desta terça-feira (29) do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a consulta sobre se um réu em processo criminal pode ser candidato à Presidência da República.

O Tribunal Superior Eleitoral decidirá hoje se um réu em processo criminal pode concorrer às eleições presidenciais.

Bolsonaro é réu em uma ação penal no STF, por incitar o crime de estupro, e foi alvo de uma segunda denúncia contra ele pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por declarações racistas durante uma palestra em São Paulo.

O julgamento do TSE não se dará no caso concreto, pois atende a uma consulta do deputado Marcos Rogério (DEM-RO), que não tem nenhuma relação com a Lei da Ficha Limpa.

Pela lógica, se prevalecer que réu não pode disputar a Presidência, além de Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva e milhares de candidatos país afora também não poderiam concorrer em 2018.

A mídia está no cio porque ela não conseguiu fazer vingar nenhum de seus candidatos. Entretanto, Lula e Bolsonaro polarizam a disputa em São Paulo — o maior colégio eleitoral brasileiro.

O TSE realizará a sessão às 19 horas de hoje.

Ônibus rodam com 90% da frota e abastecimento nos postos é quase normal em São Luís

No nono dia de paralisação dos caminhoneiros, 14 trechos permanecem com bloqueio parcial das rodovias do Maranhão, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Em São Luís, 90% da frota de ônibus está circulando por conta da falta de combustível. A maioria dos postos de combustíveis voltou a funcionar sem grandes filas na capital, mas no interior a situação ainda é preocupante. Várias cidades estão praticamente sem combustível.

As universidades retornam as aulas. Escolas públicas e particulares funcionam normalmente. Na Ceasa e nas feiras de São Luís a oferta de frutas e verduras ainda é pequena. Nos supermercados, alguns produtos estão sendo racionados e outros sumiram das prateleiras.

Os serviços essenciais na saúde e segurança pública não foram afetados até o momento, segundo a prefeitura de São Luís e o governo do Maranhão.

Veja os principais reflexos da paralisação no estado:

Aeroporto

De acordo com Infraero, o Aeroporto Internacional Marechal Hugo da Cunha Machado, situado em São Luís, opera normalmente e o nível de combustível é estável no momento. Já no Aeroporto Renato Moreira, em Imperatriz, não há abastecimento de combustível.

Combustível

Caminhões-tanque abastecidos no Porto do Itaqui estão sendo escoltados em São Luís e também no interior do estado desde a sexta-feira (25). A situação nos postos de combustível era considerada crítica antes do início do reabastecimento. Nesta terça (29), o abastecimento já é quase regularizado na capital e somente em alguns bairros ainda não há combustível nos postos. Várias cidades ainda sofrem com a falta de combustível como Codó, Grajaú e Balsas.

Veja os impactos após oito dias de paralisação dos caminhoneiros

Um dia após o governo federal anunciar novo acordo com os caminhoneiros, parte dos caminhões continua parada nas estradas pelo oitavo dia consecutivo e as prateleiras dos supermercados estão sem diversos produtos. Os postos estão recebendo aos poucos combustível, mas ainda há registros de filas enormes de motoristas aguardando para encher o tanque.

O presidente Michel Temer disse ter “absoluta convicção” de que a paralisação terminará até amanhã (29). Para convencer a categoria a voltar ao trabalho, o governo aceitou as reivindicações de reduzir em R$ 0,46 por litro o preço do diesel na bomba por 60 dias e eliminar a cobrança do pedágio dos eixos suspensos dos caminhões em todo o país. O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, disse que 30% dos caminhões estão parados e que a desmobilização total deve ocorrer nesta terça-feira.

O último balanço divulgado pela polícia há ainda 594 pontos de aglomeração de caminhoneiros em rodovias federais. Não há vias total ou parcialmente obstruídas e o abastecimento de combustível e o transporte de itens essenciais à população estão sendo restabelecidos aos poucos, sobretudo em aeroportos e para a garantia de serviços públicos essenciais.

Parte da categoria está dividida se volta ao trabalho. No Rio de Janeiro, caminhoneiros cobram novas reivindicações do governo federal: querem maior queda do preço do diesel e mais isenção de pedágio.

CAMINHONEIROS

Ao conceder entrevista à imprensa, o presidente da Abcam afirmou que grupos políticos estão agindo dentro do movimento para manutenção dos bloqueios. Segundo ele, os grupos atuam contra o presidente Michel Temer e a favor de uma intervenção militar no país. Ele pediu apoio do governo federal para desmobilizar esses bloqueios remanescentes. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que está ajudando a identificar “as falsas lideranças” que estariam ameaçando os caminhoneiros que querem voltar ao trabalho.

VOOS

O cancelamento de voos programados chegou a pelo menos 6%. No total, 91 viagens deixaram de ocorrer até o início da tarde. E dez aeroportos continuam sem combustível, conforme a Infraero.

GÁS

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) alertou que alguns pontos de distribuição de GLP, o gás de cozinha, estão com estoque adequado, mas não tem botijões para encher, pois os vazios não estão chegando às bases.

PRODUTOS

A chegada de produtos às centrais de abastecimento ainda é prejudicada. Os oito dias de paralisação derrubaram em 46,5% a oferta de produtos na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). No total, os atacadistas deixaram de comercializar 29.419 toneladas.

Na Central Estadual de Abastecimento do Rio de Janeiro (Ceasa-RJ), a situação não é diferente: 90% das lojas não abriram por não terem o que vender, e apenas 37 caminhões chegaram ao local. Em uma segunda-feira normal, 400 caminhões trazem produtos do interior do Rio e de outros estados à Ceasa.

Ainda no Rio, as escolas municipais suspenderam as aulas, pois funcionários, professores e alunos não conseguem chegar às escolas. Quase 30% das escolas particulares da cidade também pararam. As prefeituras de Niterói e Nova Iguaçu também suspenderam as aulas nas escolas municipais, e São Gonçalo anunciou que fará o mesmo nesta terça-feira.

SAÚDE

No caso dos hospitais, a Secretaria Estadual de Saúde chegou a anunciar a interrupção das cirurgias eletivas, mas reavaliou a decisão e manteve as operações marcadas em cinco hospitais.

TRANSPORTE

Os ônibus ainda operam com parte da frota na maioria das capitais, para economizar combustível.

PREJUÍZOS

Depois de oito dias de paralisação, governos e entidades calculam os prejuízos.

A prefeitura de São Paulo, por exemplo, estima uma queda na arrecadação de impostos entre R$ 100 e R$ 150 milhões na última semana. As indústrias do Rio de Janeiro apontam que 91,5% sofreram algum tipo de impacto e a perda pode chegar a R$ 77 milhões.

AVICULTURA

O setor de produção de aves diz que os caminhões com rações estão parados em 22 estados e, desde o início da greve, quase 70 milhões de aves morreram por falta de alimentação. Cerca de 1 bilhão de aves e 20 milhões de suínos têm risco de morrer.

MERCADO EXTERIOR

A Associação de Comércio Exterior do Brasil projeta que a balança comercial será afetada com perda de US$ 1 bilhão com exportações que deixaram de ser feitas. Os vizinhos, argentinos e paraguaios, sentem os efeitos. Centenas de empresas dos dois países aguardam o fim da paralisação para embarcar mercadorias para o Brasil.

FIM DA PARALISAÇÃO

As entidades de classe patronais da indústria divulgaram em rede nacional nesta noite um apelo para que a paralisação dos caminhoneiros termine imediatamente. Alegando questões humanitárias, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou como urgente a volta do reabastecimento de produtos essenciais. O setor exortou as autoridades dos Três Poderes a agirem para normalizar a vida dos brasileiros.”Quem está pagando a conta é a população e o setor produtivo”, disse a entidade.

Durante o dia de hoje, a CNI já havia divulgado uma nota em que considerava inadmissível que a paralisação de caminhoneiros “mantenha o país refém, provocando desabastecimento da população, prejuízos na economia, na mobilidade, na segurança, na saúde e na educação”. A entidade também discorda do tabelamento do frete e sustenta que a proposta, reivindicada pelos caminhoneiros e aceita pelo governo, significará aumento de preços para o consumidor.

Com informações da Agência Brasil.