Ellen Nascimento

Blog Jornalístico

Alô, MP! Denúncia de superfaturamento na gestão do prefeito de Governador Newton Bello

Governador Newton Bello é um município localizado as margens da BR-316 a cerca de 280 km da capital São Luís. Considerado pacato e acolhedor, ultimamente tem sido notícia na mídia, inclusive nacional, por escândalos como fraude no censo escolar, farra de combustíveis, farra das diárias, e agora mais um escândalo que é o superfaturamento e reforma “fantasma” de prédio público.

Recentemente foi verificado que em setembro de 2017, o primeiro ano da gestão de Roberto do Posto, foi celebrado um contrato com a empresa O J CONSTRUTORA LTDA – EPP, no valor de R$ 291.941,25 (duzentos e noventa e um mil novecentos e quarenta e um reais e vinte e cinco centavos), para a realização da reforma completa no prédio da Prefeitura Municipal, inclusive com mudança geral da fachada (frente) do prédio, como mostra o projeto abaixo.

 

O que chama atenção é que além do valor ser extremamente fora da realidade para uma reforma, que daria até para construir um novo prédio, o pagamento saiu dos cofres do município em 2018, sem que a obra tenha sido concretizada.

No entanto, a gestão do atual prefeito ROBERTO SILVA ARAUJO (PCdoB) continua zombando da população que sofre com o descaso e não tem a quem recorrer, já que não há fiscalização por parte das autoridades locais, como é o caso da Câmara Municipal de Vereadores, OMISSA E AMORDAÇADA, diga-se de passagem.

Só resta ao povo Newtonbelense pedir socorro ao Ministério Público e aos órgãos de fiscalização e controle, pois essa pode ser apenas a ponta do iceberg.

Pais denunciam falta de estrutura de escola em São João do Sóter

Pais de alunos da Unidade de Ensino Eugênia Campos Mendes, localizada na zona rural do município de São João do Sóter, denunciam sobre a falta de infraestrutura da escola.

De acordo com os pais, a escola que foi inaugurada em 1974, até hoje não passou por nenhuma reforma. As paredes estão pichadas, os banheiros sujos, salas de aulas com goteiras, fiação elétrica comprometida são alguns dos inúmeros problemas enfrentados pelos alunos. Ainda segundo os pais, as salas de aula não possuem condicionadores de ar e nem ventiladores e as portas das salas não apresentam nenhuma segurança.

A dona de casa Maria da Penha afirma que está inconformada com a atual situação da escola. Ela revela que enquanto não acontecer uma reforma seus filhos não frequentarão as aulas. “Como a escola precisa de uma reforma e nunca fizeram a gente está com medo dela desabar sobre as crianças. No meu caso as minhas podem é não estudar, mas aqui nesta escola eu não vou aceitar”, finalizou.

Sobre os problemas na Unidade de Ensino Eugênia Campos Mendes, a Prefeitura Municipal de São João do Sóter, por meio da Secretaria Municipal de Educação, informou que está ciente dos problemas existentes na escola U.I.M. Eugênia Campos Mendes, e que já existe um projeto de reforma e ampliação para a escola, aguardando tão somente os trâmites licitatório.

Bolsonaro cancela readmissão de Santini na Casa Civil

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira, 30, que o ex-número dois da Casa Civil, José Vicente Santini, não terá um novo cargo no alto escalão do governo federal. No Twitter, Bolsonaro escreveu pela manhã que tornaria “sem efeito a admissão do servidor Santini”. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta tarde. O presidente também decidiu exonerar Fernando Moura do cargo de secretário-executivo da pasta e nomear Antônio José Barreto de Araújo Júnior para assumir interinamente o posto.

A decisão de cancelar a nomeação de Santini acontece após a repercussão negativa que teve a recontratação do ex-secretário, que voou em um avião da Força Área Brasileira (FAB) à Índia. Apesar de o presidente ter considerado a atitude “inadmissível” e exonerado o assessor do posto de número dois da pasta, Santini ganhou o cargo de assessor especial da Secretaria Especial de Relacionamento Externo da Casa Civil logo depois de sua demissão.

Na rede social, o presidente também havia antecipado que exoneraria “o interino da Casa Civil”, sem especificar o nome. Fernando Moura havia assumido o cargo após a exoneração de Santini. Por fim, anunciou que passaria o Programa de Parceria de Investimentos (PPI) da Casa Civil para o Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes.

Ao comentar o caso, na terça-feira 28, Bolsonaro classificou a atitude de Santini como “completamente imoral” e que foi inadmissível a decisão de ter voado em um avião da FAB, podendo ter optado por um voo comercial. No dia seguinte, poucas horas depois da exoneração, foi publicado no Diário Oficial da União a nomeação de Santini para o novo cargo, que agora Bolsonaro diz que tornará sem efeito.

Blogueira brasileira leva mordida ao nadar com tubarões nas Bahamas

A viagem de Ana Bruna Ávila às Bahamas ficará, literalmente, marcada na vida da influenciadora digital. Ela foi mordida por tubarões durante um passeio pelo distrito de Exuma, na região sudeste do arquipélago.

O incidente ocorreu enquanto ela mergulhava em uma piscina cheia desses peixes – atração turística popular do local.

Momentos antes da aventura, Ana Bruna publicou um vídeo nos stories de sua conta no Instagram, em que parecia animada. “Isso fazia parte do sonho da minha vida, os tubarões. Eu vou deitar ali com eles, pelo amor de Deus”, vibrou.

Pouco depois, fez outro post, mostrando o braço ensanguentado.”Eu acho que devem ter botado um olho gordo desgraçado na minha viagem. O tubarão que eu estava nadando agora me mordeu e arrancou um pedaço do meu braço”, contou.

A jovem, contudo, afirma que não ficou abalada com o ataque. “Quem estiver torcendo para minha viagem ficar uma merda, problema de vocês, não vou me abalar porque um tubarão mordeu meu braço”, ponderou.

Queremos sair do perigo antes que seja tarde, desabafa doutoranda maranhense em Wuhan

A jovem maranhense Indira Mara Santos, de 34 anos, tentou sair imediatamente de Wuhan, epicentro do surto do coronavírus na China, quando soube que a cidade seria fechada para conter a expansão da doença para outras partes do território chinês e do mundo.

Estudante de doutorado da Universidade de Huazhong, ela deixou seu quarto no campus universitário às pressas para tentar chegar ao aeroporto, rumo a Xangai.

“Mas quando cheguei ao metrô, já estava fechado”, conta a acadêmica, que estuda economia.
Indira ainda tentou parar alguns poucos táxis que circulavam pelas ruas, porém, os motoristas se negavam a transportar qualquer passageiro.

“Bateu um momento de pânico e pensei imediatamente nos meus pais”, relata em entrevista telefônica à BBC News Brasil.

Logo que percebeu o agravamento da crise, Indira comprou uma passagem de volta para casa. Seus planos eram viajar de Wuhan a Xangai e de lá embarcar rumo ao Brasil para tranquilizar a família que mora no Maranhão. Mas não houve tempo: “Meus pais ficaram arrasados e eu, mais ainda”.

No dia 23 de janeiro, o governo chinês ordenou o fechamento da cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, onde os primeiros casos da doença surgiram. A entrada e a saída de pessoas foram proibidas e o transporte público e aéreo foi suspenso.

A emergência entrou em vigor às vésperas do Ano Novo chinês, feriado que é responsável pelo maior movimento de pessoas dentro da China e no mundo. A demora do governo em fechar a cidade permitiu que quase a metade da população, 5 milhões de pessoas, deixasse a cidade antes do confinamento, facilitando a rápida expansão do vírus para outras províncias chinesas e para países vizinhos. O prefeito de Wuhan, Zhou Xianwang, admitiu ter falhado em dar respostas e informações quando os primeiros casos da doença apareceram e colocou o cargo à disposição.

A acadêmica estava na Europa na primeira semana de janeiro quando leu as primeiras notícias sobre casos de contaminação por uma nova sepa do coronavírus — similar ao Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) que apareceu em Guangdong, na China, em 2002. Indira conta que as autoridades locais negaram as informações e usaram a TV oficial para informar sobre a difusão de “fake news”. Ela também não deu muita importância. Porém, quando voltou à China, recebeu mensagens de seus pais, assustados com as notícias que recebiam no Brasil sobre a expansão do vírus.

Em contato com outros estrangeiros que moram na cidade, Indira viu que também havia preocupação. Ela passou a usar máscaras para sair às ruas e o álcool em gel foi incorporado à rotina de higiene das mãos.

Pouco depois, o que antes era símbolo de ofensa passou a ser obrigatório. O governo deu ordens para que todos usassem máscaras aos saírem de suas casas. Em seguida, a cidade seria fechada. Nela, estão confinados cerca de 30 brasileiros, entre eles seis crianças, dos quais Indira se tornou uma espécie de representante para dialogar com a embaixada brasileira.

Indira, que mantém contato com a Embaixada brasileira em Pequim, disse que a reação do presidente é “desoladora”.

“Mesmo que fosse somente uma família, estamos falando de vidas, de seres humanos”, afirma”. “É um descaso muito grande e um sentimento de que não podemos contar nem com o nosso governo, nem com o nosso país (…) então com quem a gente pode contar?”.

Indira admite ter medo e espera ir ao Brasil o quanto antes.