Ellen Nascimento

Blog Jornalístico

Aliada de Flávio Dino, senadora Ana Paula Lobato assume comando do PSB no Maranhão e acirra disputa com Brandão

A senadora maranhense Ana Paula Lobato (PDT), considerada próxima do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, oficializa nesta quarta-feira (6) sua filiação ao PSB e assume o comando estadual da legenda. A mudança foi decidida pela direção nacional do partido e promete intensificar a disputa política no estado, especialmente com o grupo do governador Carlos Brandão (PSB), que atualmente liderava a sigla no Maranhão.

A troca no comando partidário ocorre em meio a um crescente distanciamento entre Brandão e Dino. Embora o governador tenha sido eleito com apoio do então senador, os dois romperam após divergências sobre a sucessão estadual. Dino, hoje ministro do STF, apoia o vice-governador Felipe Camarão (PT) como possível candidato ao governo em 2026, enquanto Brandão articula para lançar seu sobrinho, Orleans Brandão (MDB), e tenta manter sua base de influência local.

Com a movimentação, o PSB nacional, presidido por João Campos (prefeito do Recife), retira o controle estadual do partido das mãos do governador sob a justificativa de que Brandão não estaria se empenhando na formação de uma chapa forte para a Câmara Federal. A mudança também representa uma tentativa de reposicionar o PSB no Maranhão, reforçando o grupo político alinhado a Dino.

A senadora Ana Paula, que havia deixado o PSB no ano passado para se filiar ao PDT, retorna agora ao partido em posição de destaque, fortalecendo sua liderança na política estadual. A ação pode redesenhar o cenário para as próximas eleições, com impacto direto nas alianças e na composição de forças entre PSB, PT e MDB no estado.

Vale lembrar que Dino governou o Maranhão entre 2015 e 2022, sendo sucedido por Brandão, seu vice à época. O atual governador, por sua vez, tem mantido vínculos com o MDB, tradicional sigla do clã Sarney, numa tentativa de ampliar sua base e viabilizar a candidatura do sobrinho em 2026 — mesmo correndo o risco de perder espaço dentro do PSB.

O movimento de hoje sinaliza que a disputa pelo controle partidário será um dos primeiros rounds da batalha pela sucessão estadual no Maranhão.

Ferry São Miguel para em alto-mar e passageiros ficam à deriva por mais de uma hora

Nesta segunda-feira, 21, passageiros que embarcaram no ferry São Miguel enfrentaram momentos de apreensão e revolta. A embarcação saiu do terminal do Cujupe às 15h, mas parou de funcionar após apenas cinco minutos de navegação, deixando todos à deriva em alto-mar.

Mais de uma hora depois, nenhuma explicação oficial foi dada pela equipe a bordo ou pela administração do ferry. A informação que circula entre os passageiros é que teria ocorrido uma falha no motor, mas até agora não há confirmação por parte da empresa responsável.

A situação gerou revolta entre os usuários, que reclamam principalmente da falta de comunicação e de respeito com quem depende do transporte.

“Ninguém diz nada. Estamos aqui, parados no meio do mar, sem saber o que está acontecendo. É um absurdo!”, relatou uma das passageiras.

Até o fechamento desta matéria, a empresa operadora do ferry São Miguel não havia se pronunciado oficialmente sobre o ocorrido. Também não há previsão de retomada da viagem nem de resgate da embarcação.

Este caso volta a chamar atenção para a falta de manutenção nas embarcações que operam a travessia entre São Luís e a Baixada Maranhense. Passageiros denunciam que problemas como atrasos, panes mecânicas, superlotação e estrutura precária são frequentes, colocando em risco a segurança de todos.

A equipe do blog aguarda posicionamento oficial das autoridades competentes e da empresa operadora. Seguimos acompanhando o caso.

Acusado de homicídio, prefeito João Vitor Xavier se entrega à autoridade policial

O prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), foi preso nesta terça-feira (15), após se apresentar voluntariamente à polícia. Ele é acusado de ter matado o policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos durante uma vaquejada em Trizidela do Vale, no último dia 6 de julho.

O pedido de prisão foi feito no dia 8 de julho, mas a Justiça só concedeu a ordem na manhã da segunda-feira (14). Desde então, as forças de segurança intensificaram as buscas pelo prefeito, o que acabou levando à sua rendição.

João Vitor Xavier se apresentou na Delegacia Geral, acompanhado de seus advogados. Ele passará por exames no Instituto Médico Legal (IML) e, em seguida, será colocado à disposição do Poder Judiciário.

A prisão do gestor marca um importante passo no andamento do caso e gera expectativa da população por justiça no crime que chocou a região.

Justiça decreta prisão do prefeito de Igarapé Grande por morte de policial em vaquejada

Na manhã desta segunda-feira (14), o juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, da 2ª Vara de Pedreiras, determinou a prisão preventiva do prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT). Ele é acusado de ter matado, a tiros, o policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos durante a 35ª Vaquejada do Parque Maratá, que aconteceu no último dia 6 de julho, em Trizidela do Vale.

A decisão foi tomada após análise do pedido feito pelo delegado Márcio Coutinho, que conduz a investigação. Como o prefeito tem foro por prerrogativa de função, o pedido de prisão foi inicialmente enviado ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). O processo chegou a ser direcionado ao Órgão Especial da Corte, mas acabou sendo redistribuído para uma das Câmaras Criminais Isoladas, conforme determinação do desembargador Jorge Rachid, seguindo as regras do Regimento Interno do tribunal.

Após o ocorrido, João Vitor pediu afastamento do cargo por 125 dias, alegando problemas emocionais e a necessidade de cuidados psiquiátricos. Mesmo fora da prefeitura, ele continua recebendo seu salário normalmente.

Com a prisão decretada, a Polícia Civil deve cumprir o mandado de prisão contra o prefeito a qualquer momento. João Vitor segue afastado de suas funções no município enquanto o caso segue em investigação.

Jovem denuncia pai por abuso sexual e tentativa de silenciamento com contrato de sigilo

Uma jovem usou suas redes sociais para fazer uma grave denúncia contra o próprio pai. Em uma série de publicações no Instagram, ela relata ter sido vítima de abuso sexual por parte dele durante cerca de um ano e meio, além de ter sido coagida a assinar um contrato de sigilo com cláusula de indenização em troca do seu silêncio.

Segundo a jovem, que registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Especial da Mulher de São Luís, após os abusos, ela assinou o contrato para conseguir arcar com tratamentos médicos e psiquiátricos. No entanto, afirma que, cerca de um mês depois da assinatura, o pai passou a ameaçá-la e tentar coagi-la a apagar as provas que possuía — incluindo fotos, vídeos e mensagens.

“Eu estava vivendo minha vida normalmente, quieta, me cuidando e tentando manter minha cabeça longe de tudo isso”, escreveu a jovem.

Ela afirma ainda que a pressão psicológica e a tentativa de silenciamento se intensificaram, levando-a a uma tentativa de suicídio no mês anterior.

A jovem também desabafou sobre o impacto emocional da situação:

“Eu nunca vi meu pai com outros olhos, sempre o admirei. Era minha referência na advocacia, meu espelho. Mas ele jamais me viu como filha.”

Além disso, ela acusa o pai de ter bloqueado seus pagamentos e tentado expulsá-la do apartamento onde vive, alegando que estaria tentando se passar por amante para descredibilizá-la.

“Ele me abusou como pôde e depois me dispensou como se eu fosse uma vagabunda qualquer.”

A denúncia está acompanhada de documentos, incluindo o registro policial, no qual constam os crimes de estupro de vulnerável (art. 217-A do Código Penal) e violência doméstica contra a mulher.