
A morte do jovem bequimãoense Felipe Rodrigues, de apenas 28 anos, causou grande comoção na cidade de Bequimão e em toda a região.
Felipe precisava seguir para São Luís em busca de atendimento médico. No entanto, segundo relatos divulgados sobre o caso, o jovem teria aguardado por mais de três horas no Cujupe para conseguir realizar a travessia de ferryboat rumo à capital maranhense.
Durante a espera, seu estado de saúde se agravou. Felipe sofreu três paradas cardiorrespiratórias e, infelizmente, não resistiu.
A notícia da morte provocou indignação entre familiares, amigos e moradores de Bequimão, que manifestaram revolta diante da demora enfrentada pelo jovem para conseguir deixar a região e seguir para a capital maranhense.
O caso expõe, mais uma vez, o péssimo serviço oferecido pelo Governo do Estado na travessia de ferryboat, que há anos é alvo de reclamações da população. Para quem vive na Baixada Maranhense, a travessia não é apenas um deslocamento: muitas vezes, é o caminho para ter acesso à saúde, ao trabalho e a serviços essenciais na capital. Esperar horas por uma embarcação, inclusive em uma situação de emergência médica, é um retrato da precariedade e do descaso que a população não deveria ser obrigada a enfrentar.