Na madrugada deste sábado (10), um grupo de pessoas, que ainda não foram identificados, ateou fogo em uma banca de revista localizada no bairro do Renascença 2, em São Luís. De acordo com informações do filho do proprietário da banca, José Chagas Silva Júnior, o incêndio teria acontecido por volta das 2h.
Ele acrescenta ainda, que as primeiras pessoas a identificarem o crime foram os vigilantes que vigiam um shopping, que fica próximo da banca. Ele afirma que os vigilantes teriam ouvido um barulho estarrecedor e curiosos decidiram verificar.
Eles notaram a presença de alguns vultos, e antes que pudessem verificar quem eram as pessoas as labaredas na banca começaram a aumentar. Assustados, eles decidiram acionar uma equipe do Corpo de Bombeiros, que chegou logo em seguida para conter todo o fogo.
A banca, que é de propriedade familiar, teve perda total após o incêndio criminoso da madrugada deste sábado. José Chagas Silva Júnior e a sua família ainda não calcularam o valor total do prejuízo.
Na manhã desta sexta-feira (09), o deputado federal eleito Rubens Jr., compareceu na coletiva de imprensa, no Palácio Henrique de La Rocque, onde o chefe da Casal Civil, Marcelo Tavares, a Secretária de Planejamento, Cinthia Mota Lima e o Secretário de Fazenda, Marcellus Ribeiro Alves expuseram a real situação financeira do estado.
O governo possui 1,2 bilhão de dívida, próximo de 10% do orçamento do estado para o ano de 2015. As dívidas para o primeiro mês do ano equivalem a 893 milhões entre empréstimos, custeio, folhas, etc. O caixa do governo dispõe de um saldo de 24 milhões.
O secretário, Marcelo Tavares esclareceu que o governo anterior recolheu 72 milhões dos consignados, mas não transferiu às instituições, o que também, não apareceu no caixa. O secretário ainda anunciou cortes nos excessos de contratos.“Vamos recompor as finanças e reduzir o custeio até o final do ano, uma economia de 800 milhões”, disse Marcelo Tavares.
Mesmo faltando 82 milhões nos cofres públicos os secretários do governo garantiram o investimento no desenvolvimento do estado e que todas as metas serão atingidas. “Déficit deixado não altera o compromisso do nosso governo em garantir desenvolvimento para o Maranhão”. Afirmou Marcelo Tavares.
Para Rubens Jr., independentemente do desfalque bilionário, as medidas anunciadas pelo governador Flávio Dino no início do governo serão asseguradas. “Em qualquer caso os trabalhadores terão seus direitos assegurados. O importante é investir bem o dinheiro do povo maranhense.” concluiu o deputado federal.
O Secretário de Comunicação, Robson Paz, o adjunto da Casa Civil, Carlos Eduardo Lula e a imprensa estiveram presentes.
O governo Flávio Dino (PCdoB) anunciou nesta sexta-feira que a administração de sua antecessora no Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), deixou 1,105 bilhão de reais em dívidas acumuladas, um rombo maior que as previsões iniciais. O valor foi calculado pela equipe de Dino, que já havia previsto corte de despesas. De acordo com o governo do Maranhão, o saldo bancário ao fim da gestão Roseana é de 24 milhões de reais.
Os valores foram apresentados a jornalistas em São Luís (MA) nesta manhã pelos secretários Marcelo Tavares (Casa Civil) e Cynthia Mota (Planejamento). Eles estimaram que as dívidas correspondem a cerca de 10% do Orçamento do Maranhão em 2015. Só os gastos de janeiro devem consumir cerca de 893 milhões de reais.
Pelo Twitter, Dino afirmou que os dados financeiros do Estado “lhe foram negados” durante o período de transição pela equipe de Roseana e Arnaldo Melo – o presidente da Assembleia Legislativa assumiu um mandato-tampão com a renúncia da ex-governadora em dezembro do ano passado.
O governador do PCdoB afirmou que “tomará as medidas cabíveis”. O governo pretende congelar R$ 800 milhões (30%) previstos para custeio da máquina pública.
Precatórios – De acordo com o secretário da Casa Civil, Marcelo Tavares, parte da dívida deixada pelo governo Roseana se refere ao não pagamento de precatórios, desde 2012, que somam 555 milhões de reais. “O Maranhão tinha o hábito de pagar seus precatórios em dia, o que deixou de acontecer a partir de 2012”, disse o secretário.
Neste mês, a gestão de Flavio Dino terá que arcar com o pagamento da primeira parcela de um empréstimo contraído com o Bank of America no valor de 110 milhões de reais. O primeiro mês do ano também prevê compromissos de 423 milhões de reais deixados como gastos reconhecidos pelo governo de Roseana Sarney, mas ainda não pagos efetivamente.