Ellen Nascimento

Blog Jornalístico

MPF consegue na Justiça condenação de ex-prefeito de Pedro do Rosário

A partir de denúncia proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) no Maranhão, a Justiça Federal condenou o ex-prefeito de Pedro do Rosário (MA) Adailton Martins pela não prestação de contas, no tempo devido, de recursos federais repassados pelo Fundo Nacional de Educação e Desenvolvimento da Educação (FNDE). Os recursos foram repassados para a execução do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE), em 2008.

O FNDE repassou ao município de Pedro de Rosário os valores de R$ 44,1 mil e R$ 2 mil, para a execução do PDDE e do PNATE, respectivamente, em 2008. O término do prazo para apresentação da prestação de contas se deu em fevereiro de 2009, sem que o então prefeito, Adailton Martins, apresentasse a documentação necessária.

De acordo com o MPF, na qualidade de agente público cabe ao gestor do município administrar qualquer recurso liberado durante a sua gestão e prestar contas. A omissão causa prejuízo à sociedade, sobretudo pela falta de transparência na utilização dos recursos públicos.

Diante disso, a Justiça Federal condenou Adailton Martins a um ano e seis meses de detenção, nos termos do artigo 1º, VII, do Decreto-Lei 201/67, que trata dos crimes de responsabilidade dos prefeitos municipais. A pena, que possui regime inicial aberto, pode ser convertida em duas penas restritivas de direitos: pagamento de três salários-mínimos e prestação de serviços à comunidade, com uma hora de tarefa gratuita por dia de condenação.

Além disso, a Justiça determinou a inabilitação do ex-prefeito, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação.

Bancos não abrem as portas nesta terça-feira (28)

Nesta terça-feira, 28, as agências bancárias e correspondentes bancários fecharão as portas em todo Maranhão, devido ao feriado estadual do Dia do Bancário.

O Sindicato dos Bancários organizou uma programação especial para homenagear a categoria. O evento acontecerá na sede recreativa, no bairro Turú,  a partir das 8h.

Para animar os presentes, terá ainda shows do grupo Pagode do Ivan & pela cantora Taís Moreno e banda.

Supremo deve decidir se Bolsonaro vira réu mais uma vez

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) prevê julgar nesta terça-feira (28) o recebimento de uma denúncia contra o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), acusado do crime de racismo em relação a quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs.

A turma, considerada linha-dura é formada pelos ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Marco Aurélio, relator do processo.

Se o colegiado entender que há elementos que justifiquem a abertura de uma ação penal, Bolsonaro vai se tornar réu sob acusação de racismo. O candidato já é réu em outras duas ações penais no STF acusado de incitar o estupro, em um caso envolvendo a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

Naquele caso, Bolsonaro foi denunciado após ter dito que não estupraria a colega porque ela “não merecia”. A denúncia foi recebida por 4 votos a 1. Somente Marco Aurélio votou contra a abertura de ação penal.

Inicialmente, o julgamento do recebimento da denúncia de racismo estava previsto para 4 de setembro, quando a campanha eleitoral já estará a pleno vapor na TV. A defesa de Bolsonaro pediu a Marco Aurélio para adiantar a análise para esta terça e o relator atendeu.

O advogado do candidato afirmou ao STF que não estará disponível para participar da sessão no dia 4, o que embasou o pedido de antecipação. Há um temor do impacto do julgamento sobre a campanha.

Na semana passada, ao falar com jornalistas, Marco Aurélio disse que é possível que o Supremo tenha de decidir se réus em ações penais podem se candidatar à Presidência da República e assumir o cargo.

Isso porque, em 2016, o plenário da corte deliberou, ao interpretar a Constituição, que réus que estejam na linha sucessória da Presidência não podem assumir o Planalto. Na ocasião, discutiu-se o caso de Renan Calheiros (MDB-AL), que era presidente do Senado.

Em resposta a perguntas dos jornalistas, Marco Aurélio disse que essa discussão causa insegurança jurídica para Bolsonaro. O ministro observou que o candidato já é réu (no caso do estupro), independentemente do resultado do julgamento sobre a denúncia de racismo. A discussão poderá ser levantada na sessão da Primeira Turma pela defesa ou por algum ministro.

Bolsonaro foi alvo da denúncia de racismo em abril. Segundo a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ele “usou expressões de cunho discriminatório, incitando o ódio e atingindo diretamente vários grupos sociais”, durante uma palestra no Clube Hebraica do Rio, em 2017.

Dodge classificou a conduta de “ilícita, inaceitável e severamente reprovável”. Primeiro, de acordo com a denúncia, Bolsonaro destilou preconceito contra as mulheres, ao dizer: “Eu tenho cinco filhos. Foram quatro homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher”.

“Em seguida, Bolsonaro apontou seu discurso de ódio para os índios, impondo-lhes a culpa pela não construção de três hidrelétricas em Roraima e criticando as demarcações de terras indígenas”, ainda segundo a Procuradoria-Geral da República.

Em seguida, o órgão afirmou que o ataque continuou mirando os quilombolas, quando Bolsonaro disse: “Eu fui em um quilombola em Eldorado Paulista. Olha, o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas”. O deputado também declarou que tais comunidades “não fazem nada”, “nem para procriador eles servem mais”.

Para Dodge, Bolsonaro tratou “com total menoscabo os integrantes de comunidades quilombolas. Referiu-se a eles como se fossem animais, ao utilizar a palavra arroba”.

A pena para o crime atribuído ao candidato vai de 1 a 3 anos de reclusão. A PGR também pediu a condenação a um pagamento mínimo de R$ 400 mil por danos morais coletivos.

Em junho, o advogado de Bolsonaro, Antônio Sérgio Moraes Pitombo, afirmou ao Supremo que a denúncia de Dodge não é clara sobre quais condutas configurariam os supostos crimes, o que dificulta a ampla defesa.

Pitombo pediu para o STF rejeitar a denúncia, em razão das acusações genéricas, ou, caso não acolha esse pleito, que reconheça que os atos de Bolsonaro estavam protegidos pela imunidade parlamentar, pois ele participou do evento no Clube Hebraica na condição de deputado.

Ainda de acordo com a defesa, a PGR tirou as frases de contexto. “O uso da unidade de medida ‘arroba’ para se referir ao peso dos quilombolas, cumpre esclarecer, não se deu para desumanizá-los ou equipará-los a animais […]. Trata-se, tão somente, de uma hipérbole, voltada a enfatizar o discurso, e não a menosprezar ou discriminar”, disse a defesa.

“Da análise contextualizada das falas, se percebe que as afirmações destacadas pelo órgão acusador não constituíram discurso discriminatório ou preconceituoso. Em sentido contrário, as exposições [de Bolsonaro] são verdadeiras críticas às políticas públicas brasileiras, expostas na denúncia totalmente fora de contexto”, afirmou.

Lançamento da candidatura de Júnior Verde à reeleição é prestigiada por multidão

O deputado estadual Júnior Verde (PRB), foi recebido por uma multidão para o lançamento oficial da sua candidatura à reeleição, na Casa de Shows Tom Music, localizada no bairro Turú, na tarde deste sábado (25).

Centenas de pessoas vindas em caravanas de diversas cidades do Maranhão, deram uma demonstração de carinho e de força ao candidato. O evento contou com a presença do vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão (PRB), do deputado federal e candidato à reeleição, Cléber Verde (PRB), do candidato ao cargo de deputado federal, Eduardo Sá (PHS), além de vereadores e lideranças políticas da capital e do interior.

Muito emocionado, Júnior Verde falou sobre sua trajetória e da atuação como deputado no Maranhão. “Deus me permitiu estar deputado estadual para defender o povo do Maranhão. Estou muito honrado em poder vivenciar este momento tão importante. Hoje, nós reiniciamos nossa caminhada, e estar aqui com vocês, que vieram externar sua confiança, que vieram dizer sim ao deputado Júnior Verde, é uma imensa alegria. Quero dizer que mais uma vez eu vou honrar o meu mandato e as pessoas que depositaram sua confiança em mim. Quero agradecer as pessoas que acreditaram no meu trabalho, agradecer a minha equipe, a minha família, enfim, a todos que me apoiaram”, concluiu.

Júnior Verde fez questão de apresentar cada um dos seus aliados no palanque. Assim, segue agregando apoios importantes, não só com os candidatos, mas, sobretudo, com o povo, que terá agentes públicos realmente comprometidos em legislar de acordo com suas causas e interesses.

 

 

 

 

 

 

 

Vacinas contra sarampo e polio serão disponibilizadas nos shoppings de São Luis

Equipes de imunização da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) em São Luís vão disponibilizar neste sábado (25) e na próxima sexta-feira (31) em postos instalados na Feira do bairro de Fátima, das 8h às 12h, e nos shoppings Rio Anil e São Luís das 15h às 19h, nos dias 25 e 31, vacinas contra a poliomielite e sarampo.

A campanha segue até o dia 31 de agosto nos 63 postos de saúde do município. O foco é imunizar crianças de um ano a menores de cinco anos, público-alvo da campanha.

Uma das ações executadas com esse propósito foi a realização do Dia D Municipal, um grande mutirão contra o sarampo e a pólio ocorrido no dia quatro deste mês. O Dia D Nacional de Mobilização ocorreu no último sábado (18) e teve grande adesão. Outra estratégia adotada na capital foi a antecipação da campanha, iniciando a mobilização no município para a aplicação das doses no dia 23 de julho, ou seja, 15 dias antes do início da campanha nacional que começou dia 6 deste mês.

Além dessas estratégias, a Semus também disponibilizou equipes volantes de vacinação para fazer a aplicação das doses nas escolas e creches municipais, onde se concentra grande número de criança na faixa etária estabelecida pela mobilização.

Até terça-feira (21), dados da Semus mostram que já foram vacinadas em São Luís mais de 35.500 crianças contra a pólio, mais de 57% da meta e 33.400, contra o sarampo, o que representa mais de 54% do público-alvo.

A Secretaria Municipal de Saúde recomenda aos pais que apresentem o cartão de vacinação para que os técnicos possam identificar as vacinas que devem ser tomadas pela criança.