Ellen Nascimento

Blog Jornalístico

Baixa visibilidade impede pouso de voos no aeroporto de São Luís

Passageiros com destino a São Luís tentam resolver situação de vôos no Aeroporto Internacional Pinto Martins em Fortaleza — Foto: Jorge Aragão

Pelo menos cinco vôos que pousariam em São Luís, na noite dessa quarta-feira (05) e nas primeiras horas desta quinta-feira (06) tiveram que ser desviados por conta da baixa visibilidade no aeroporto Internacional Marechal Hugo da Cunha Machado. O problema começou a ser registrado por volta de 22h.

Dois vôos da empresa GOL tiveram que ser desviados para Fortaleza e Belém. O primeiro saiu de Brasília e o outro de São Paulo.

Um vôo da empresa Latam que saiu do Rio de Janeiro também foi desviado para Fortaleza. Outro vôo da Azul que saiu de Fortaleza, teve que retornar à capital cearense. Não obtivemos informações sobre um outro vôo da Azul que saiu de Recife e não conseguiu pousar em São Luís.

Apenas uma aeronave da Latam A319 conseguiu pousar no aeroporto da capital maranhense por volta de 1h36.

Um passageiro do vôo da Gol desviado para Fortaleza contou ao G1 que ficou aproximadamente 45 minutos dentro da aeronave até ser comunicado que seriam colocados em outro vôo com destino a São Luís. Outros passageiros tiveram que ser levados para hotéis.

Todos os vôos previstos para decolar de São Luís para outros estados até 5h da manhã foram cancelados.

A Infraero informou que o aeroporto da capital operou por instrumentos das 23h45 da quarta às 05h31 da quinta em virtude das condições do tempo e afirmou que durante esse período foram cancelados quatro vôos e registrados dois atrasos. A nota diz ainda que seis vôos foram alternados para outras cidades do país.

Leia a íntegra da nota:

“O Aeroporto de São Luís operou por instrumentos das 23h45min do dia 05/12 às 05h31min do 06/12, em função de mau tempo na região. Nesse período, as empresas aéreas cancelaram quatro voos e registraram dois atrasos e seis alternados para outras cidades. Para mais detalhes sobre o atendimento aos passageiros, recomendamos o contato com as empresas aéreas”.

No início da manhã desta quinta os vôos previstos para pouso e decolagem voltaram a normalizar no aeroporto de São Luís.

Com críticas sobre articulação, Bolsonaro revê estratégia e chama partidos para conversar

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), desembarca nesta terça-feira (4) em Brasília para iniciar uma rodada de conversas com as bancadas partidárias.

Após um mês do governo de transição, ele terá esta semana os primeiros encontros com representantes partidários, quando já tem definidos 20 dos seus 22 ministros. Trata-se de uma mudança na estratégia que vinha sendo adotada até então.

Inicialmente, Bolsonaro se reuniu apenas com bancadas temáticas, como fez com a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), com os evangélicos e com os parlamentares ligados à área da saúde.

Desses encontros saíram nomes com os de Tereza Cristina (DEM-MS), para Agricultura, e de Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), para Saúde.

Montado o primeiro escalão, o presidente eleito vai mudar a estratégia para conquistar o apoio necessário para aprovação de projetos no Congresso. As primeiras conversas acontecerão na manhã de terça, com as bancadas do MDB e do PRB.

Na véspera do encontro, o senador Romero Jucá (MDB-RR), presidente do MDB, escreveu nas redes sociais que a legenda manterá independência em relação ao governo a partir de 1º de janeiro.

“A partir de 1º de janeiro, o MDB manterá uma independência ativa. Apoiando medidas que buscam o crescimento do país, gestão eficiente e responsabilidade fiscal. No curto prazo não faremos oposição nem seremos base, discutiremos caso a caso”, escreveu.

Jucá, que não se reelegeu senador, afirmou ser natural que parlamentares de seu partido conversem com Bolsonaro.

“É natural parlamentares do MDB conversarem com o governo eleito, como acontecerá amanhã [terça]. Nós, enquanto partido, já deixamos nossa contribuição em forma de propostas para que os avanços que conquistamos na economia se mantenham”, completou.

Os encontros ocorrem após queixas de parlamentares de que não estavam sendo recebidos por representantes do próximo governo.

Até o momento, nenhum dos partidos declarou que vai compor oficialmente a base do próximo governo. O PSL, partido de Bolsonaro, saltou da bancada de 8 deputados para 52 nas eleições de outubro. No Senado, a legenda contará com quatro parlamentares.

Bolsonaro vinha evitando encontros partidários para evitar críticas de que dará continuidade ao governo de coalizão, no qual o Executivo distribui cargos em troca de apoio no Legislativo.

Ao longo da campanha presidencial, ele criticou o modelo político adotado pelas gestões anteriores e venceu nas urnas prometendo aos eleitores por fim do toma lá dá cá.

Apesar do discurso e da definição de praticamente toda estrutura ministerial, com exceção de Meio Ambiente e Direitos Humanos, parlamentares tentam ainda emplacar seus aliados nas estruturas de segundo e terceiro escalões do próximo governo.

Além dos encontros de terça, Bolsonaro receberá as bancadas do PR e do PSDB, na quarta (5). A ideia é que ele dê continuidade aos encontros na próxima semana, para o qual estão previstas agendas com o DEM e o PSB, por exemplo.

O futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, deve participar das reuniões. Ele será um dos responsáveis pela articulação do Executivo com o Legislativo.

Onyx dividirá a tarefa com o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, que chefiará a Secretaria de Governo.

Ele escalou um grupo de parlamentares que não foram reeleitos para auxiliá-lo nas conversas com o Legislativo no ano que vem. Entre eles estão o deputado Leonardo Quintão (MDB-MG) e Carlos Manato (PSL-ES).

O próximo governo terá pela frente o desafio de aprovar no Congresso projetos considerados impopulares como as reformas da Previdência e tributária, fortemente defendidas pela equipe econômica.

Em entrevista nesta segunda, Onyx disse que a gestão de Bolsonaro imprimirá uma nova forma de relação com o Congresso. Segundo ele, esse modelo ainda está em discussão.

Ao explicar como será a relação da nova gestão com os parlamentares, ele afirmou que o governo vai compreender quando um congressista não votar a favor de uma proposta do Executivo por questões pessoais, como as de foro íntimo ou o compromisso com algum segmento específico.

“Não haverá forçação de barra de que tem que entregar voto. Quando dá para votar, ok. Quando não dá, explica”, disse.

Não estão previstos, por enquanto, encontros de Bolsonaro com deputados e senadores de partidos de esquerda. Ao longo da campanha ele afirmou que não teria diálogo com legendas como o PT e o PC do B.

Sem detalhar quais partidos e bancadas apoiarão o próximo governo, Onyx diz que o próximo governo conta com o apoio de 350 deputados e de cerca de 40 senadores.

Polícia prende bandidos envolvidos em assalto em agência bancária em Bacabal

A Polícia Militar (PM-MA) prendeu na noite desta segunda-feira (3), 10 homens suspeitos de envolvimento com a quadrilha que assaltou o Banco do Brasil em 25 de novembro em Bacabal. Segundo a polícia, dentre os 10 homens que foram presos, três ficaram feridos durante o confronto. Além destes, três morreram durante a operação da polícia no município de Santa Luzia do Paruá, a 370 km de São Luís.

De acordo com a polícia, os suspeitos estavam em uma carreta com parte do dinheiro roubado do banco de Bacabal e seguiam para Santa Luzia do Paruá, onde foram abordados pelos policiais. Inicialmente o motorista era tratado como vítima, mas após depoimento dos assaltantes, os policiais o colocaram como integrante do grupo criminoso.

Ainda segundo a polícia, houve troca de tiros na ação e os suspeitos afirmaram que iriam resgatar parte do bando que participou do ataque em Bacabal.

Durante a prisão, a polícia apreendeu armas e munições que estavam em poder dos criminosos, além de malotes com cédulas que os policiais acreditam pertencer à agência do Bando do Brasil de Bacabal. Não foi divulgado o valor recuperado. Foram apreendidas 11 fuzis, duas metralhadoras calibre .50 (artilharia anti-aérea), duas pistolas e coletes. Os policiais acreditam que este arsenal é alugado de outros bandidos.

Caso Taina: suspeito de sequestrar jovem e filha de oito meses é preso no Maranhão

Luís foi preso pela Polícia Civil por ser considerado foragido.

O homem suspeito de sequestrar a jovem de Pilar do Sul (SP) Taina Queiroz, de 18 anos, e a filha dela de oito meses Sofia Helena da Silva, foi preso neste sábado (1º) em São Luiz, no Maranhão. A informação foi confirmada pelo delegado Acácio Leite, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba (SP).

Taina e a filha não são vistas pela família desde o dia 3 de novembro. O marido da jovem, Raul Kennedy da Silva, de 19 anos, registrou um boletim de ocorrência de desaparecimento, mas suspeita que o ex-patrão, Luis Fernando Lourenço, tenha sequestrado as duas.

Ao G1, o delegado afirmou que foi informado de que Luís foi preso pela Polícia Civil por ser considerado foragido. Porém, não informou se ele se apresentou na delegacia ou se foi denunciado.

“Fui informado sobre a prisão e que está lá no plantão. Taina e a filha foram encaminhadas para um abrigo, e a família foi informada sobre o encontro delas.”

Ainda de acordo com o delegado, Luís será encaminhado para a região de Sorocaba, onde cumprirá pena por estelionato e será investigado em relação ao inquérito policial sobre subtração de incapaz. “Ele será trazido para a região de Itapetininga nos próximos dias, onde ficará à disposição da Justiça.”

Deputada estadual eleita, Mical Damasceno diz que é fruto da força política das igrejas Assembleias de Deus

Na tarde desta quarta-feira, 28, a deputada eleita Mical Damasceno (PTB), concedeu entrevista ao radialista Geraldo Castro, no Programa Abrindo o Verbo – Mirante AM.

Sendo a mais votada da sua coligação, com 30.693 mil votos, Mical atribuiu a sua vitória, primeiramente, à Deus e afirmou que é fruto da força política das igrejas Assembleias de Deus, congregação a qual faz parte desde criança.

Se autointitulando com o codinome de ‘coragem’, a deputada, que nasceu em Anajatuba e aos 11 anos se mudou, com a família, para o município de Viana, iniciou a sua fala, de forma serena, agradecendo a toda Convenção CEADEMA (Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Maranhão) que a permitiu fazer parte do que chamou de “grande projeto”.

Agradeceu, também, ao Conselho Político, pelo apoio e empenho e à todos os familiares, amigos e lideranças de pastores e missionários que, por meio, da ajuda na divulgação de seus projetos e materiais de campanha, pôde fazer um trabalho com amor, consciente e de unidade.

Eu nasci em Anajatuba e aos 6 anos fomos morar em Magalhães de Almeida, no Baixo Parnaíba com toda a minha família. Aos 11 anos de idade, a nossa família se mudou para Viana e, por isso, eu me considero uma vianense.  O povo evangélico, dessa vez, entendeu que havia a necessidade de uma representatividade evangélica e nós conseguimos essa grande vitória.  Houve uma organização das Assembleias de Deus e eu faço parte do projeto político e social da CEADEMA. Eu concorri nas prévias uma eleição interna dentro do Colegiado de pastores, juntamente com mais três candidatos e nós ficamos em primeiro. Tinha ainda outro candidato, que desistiu e eu fui a candidata à deputada estadual oficial da Convenção “, contou a dona dos mais de 30 mil votos.

Ao falar da sua trajetória de vida, Mical relembrou a 1° vez que foi candidata, no ano de 2008, na cidade de Viana, pleiteando o cargo de vereadora.
Mesmo sendo a 1ª mais bem votada da sua coligação, não obteve êxito na disputa por não alcançar quociente eleitoral.

Em 2014, lançando o seu nome para candidata federal, a vitoriosa deputada reconheceu que por falta de ouvir conselhos e costurar apoios, fez uma campanha isolada, sem sucesso.

Filha de pastor 

Filha do pastor Pedro Aldi Damasceno, presidente da Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Maranhão e 3° vice-presidente da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil), Mical confessou que o seu pai nunca a motivou para entrar para a política. Houve uma certa resistência.

Meu pai nunca me motivou a entrar para a política. Na primeira e segunda vez que fui candidata, ele não concordou, mas, agora, na terceira, ele respeitou a minha decisão e me deu apoio.  Dessa vez eu entendi que nem tudo é do meu jeito. Eu tenho ré! Eu ouvi os conselhos das lideranças e segui o caminho certo”,  reconheceu.

Deputada “pé no chão” e sem padrinhos políticos

Totalmente pé no chão e uma deputada com a cara do povo, Mical ainda revelou que é uma pessoa do cabo da vassoura ao microfone, pois é, com muito orgulho, dona de casa, filha, mãe, avó e amiga.

Sem berço político, apadrinhamento ou financiador de campanha, os ouvintes puderam saber que a deputada não teve nenhum apoio da classe política na sua eleição.

“Nós não tivemos apoio de político algum. Não tivemos nenhum vereador, nenhum prefeito nos apoiando. Tivemos apenas o apoio dos irmãos de várias denominações e amigos. Para eu chegar aqui no teu programa, Geraldo, eu já lavei roupa, eu já cozinhei, já varri casa. Eu sou uma pessoa assim”, declarou.

Relação Bolsonaro x Flávio Dino

Ao ser questionada pelo radialista sobre como vai manter a relação com o governador do estado, Flávio Dino e o presidente eleito, Jair Bolsonaro, Mical foi bem direta ao afirmar que mesmo sendo da base aliada do governador, o apoiando e acreditando no seu projeto político de progresso e desenvolvimento para o Maranhão, o governador soube, desde o início, do seu compromisso apenas na esfera estadual.

“O governador soube desde o início da nossa posição e sempre respeitou. Apoiamos o presidente Bolsonaro, em 1° lugar, por ser uma orientação da CGADB e da CEADEMA e por compactuarmos com os princípios e valores defendidos em nossa campanha”.